sexta-feira, agosto 10, 2007

pelos caminhos de Portugal


:: Escolhido o transporte :: mapa na mão :: sem dias contados :: o caminho não tem portagens :: Leiria é uma permanente ambiguidade :: os olhos transpiram memória ao passarem pelo mosteiro da Batalha :: Alenquer resguarda-se da maquinaria feroz :: surpreende :: revoltei-me com o olhar derrotado de Sines :: as chaminés têm risos velhacos :: Porto Covo serenou a alma :: foi um 31 de emoções :: o orgulho foi fumar as estrelas :: amanhã logo se vê :: a Ilha do Pessegueiro continua no sítio :: Trinca-Espinhas está fechado :: o corpo molha-se em Samouqueira :: pede a Zambujeira o mar :: o mundo é pequeno :: a confusão é grande :: vou ali construir uma Treehouse :: Sooonniiaaa… Sooonniiaaa… :: I’m from Barcelona está definitivamente no Top 3 do ano (talvez tenha sido o melhor…) :: a Camera estava muito Obscura e o som horrível :: Wrayguun mereciam o palco principal (mas o que foi aquilo da banana, Paulo?) :: The Noisettes foi um abanão :: SW é feira popular :: a vila está inundada por uma massa adolescente eufórica e estereotipada :: traça-se rumo :: na praia do Carvalhal o tempo parece estagnar :: dá vontade de perpetuar existências :: em Azenha do Mar ainda há pescadores de pescar :: dizem que é porto seguro :: em Vale Juncalinho e Brejão come-se a beira do alcatrão :: São Miguel induz ao descanso :: pede-se solidão :: a Amália é de difícil alcance :: mas é para todos :: crónica de uma morte anunciada em casa-de-banho pública :: Odeceixe beberica levemente a noite :: o olhar que ficou :: o olá que não saiu :: a praia de Odeceixe reconheceu-me :: até aqui o enf.N é conhecido :: Of Montreal foi o primeiro concerto em Portugal… :: James não é para mim, foi da Maria :: é da Maria :: um sorriso que é um ponto :: de viragem, de partida :: um sorriso que não se esquece :: The National sussurrava álcool :: Rui Vargas é para meter :: em Amoreira saltei para um mar de alegria :: Aljezur é um órgão só de teclas brancas :: em Arrifana e Monte Clérigo fechei os olhos e vi-me feliz :: Vale da Telha exigiu uma lágrima :: senti-me pequeno como poucas vezes :: em Bordeira o tempo fragmentou-se perante o olhar :: Amado, Murração e Mirouço alvitraram desejos e vontades :: Vila do Bispo dorme encostada ao fluxo da indiferença :: os 4 elementos estão em discussão consistente nas pontas de Sagres tornando insignificante o homem bicho :: as linhas do futuro foram roubadas à medida que a tarde se fazia :: esperam’entrando ensinava conceitos a meninos feitos :: em Lagos ouvem-se histórias de pessoas :: histórias com pessoas :: histórias de terra e de mar :: histórias com sotaque saboroso :: há allgarves que já não consigo gostar :: o Cabo Sardão é mais um local onde a terra acaba e começa esta imensidão avassaladora :: em Milfontes a desordem continua e a Vila já não é nova :: Tróia tem muito do que pior existe em Portugal e pouco do melhor :: as alforrecas aos milhares desviam-se dos tumultos :: as gaivotas competem deslealmente com a máquina humana :: mas não desistem :: Setúbal é uma tabuleta branca, enorme e com logótipo industrial :: Palmela alicia a uma partilha de palavras servidas com vinho tinto :: apeteceu adormecer o tempo como o sol o faz :: 1468 é um número redondo :: o beijo da mãe é um regresso a casa ::

1 Comments:

Blogger ana said...

agora estás ainda mais perto de mim e dos meus sonhos

3:29 da manhã, agosto 24, 2007  

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